Extintor de incêndio. Amigo ou inimigo?
Essa semana, ao ministrarmos um workshop sobre design, criatividade e inovação para a turma de graduação em Administração da FGV em SP, tivemos a oportunidade de refletir sobre um objeto tão comum em nossas vidas que nem percebemos sua existência. Até que um dia as coisas dêem errado… O objeto de estudo foi o extintor de incêndio.
A metodologia aplicada para compreender e identificar as oportunidades de inovação nesse produto foi uma sessão de Mind mapping, mapeando todas as relações, características e cenários de uso de tal produto. O resultado foi espetacular e algumas questões ficaram latentes:
Se vc possui uma Avó que mora sozinha, é bom pensar que um dia ela pode virar churrasquinho. Imagine uma pessoa idosa ter que tirar um extintor da parede e carregá-lo por uma alça tão pequena. Incabível!!! O troço pesa vários quilos. Até chegar ao local do foco de incêndio já desmaiou. Agora imagine isso no meio da fumaça.
E um cego??? Como localizar e identificar o correto???? Imagine sua casa pegando fogo, com fumaça, pânico, correria e sua mãe tentando pegar o extintor correto. Sim, porque ela ainda corre o risco de morrer eletrocutada caso pegue o extintor errado. Laudo do óbito: Carbonização seguida de descarga elétrica. Morrer duas vezes é BIZZZZARRO!!!
Quantos extintores já não vimos vazios?? Será que não poderíamos aprimorar o identificador? O sistema informacional que utiliza cores e pictogramas para apresentar as instruções e os diferentes tipos de extintor, não seria mais adequado se fossem mais simples por exemplo pintando o produto inteiro com cores distintas? Um vermelho e outro azul. Suas dimensões me dão a entender que são para apagar labaredas já consideráveis, aquelas do tipo tô ferrado e ainda não saquei…. Se o ditado popular cortar o mal pela raiz for correto, não seria melhor termos extintores menores e mais versáteis para acabar com o fogo rapidamente ainda em seu inicio? E uma pega de borracha???
O resumo dessa história é que um produto que salva vidas tão básico como esse ainda apresenta diversos problemas que poderíamos resolver de forma bastante simples. Somente percebemos essas questões quando aprendemos a mapear e relacionar os diversos fatores de um produto ou serviço. Pensamento sistêmico e complexo que o designer é capaz de administrar.
Léo
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13 respostas para “ Extintor de incêndio. Amigo ou inimigo? ”
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Pois é !!!!! Extintores são bizarros! Fazem parte de uma serie de produtos que não foram pensados para residências, mas uma hora entraram nos lares sem que seu design fosse repensado… Os computadores saíram dos escritórios e chegaram nas casas, mas demoraram mais de uma década para deixar de ter aquela cor cinza-divisória comercial. E os bebedouros de galão saíram dos refeitórios mas continuam obrigando as donas de casa a carregar (ou tentar carregar) aquele peso todo e ainda dar aquela virada complexa para colocar o galão que sempre acaba com uma parte da água no chão da casa…
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