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Das Enciclopédias para a Internet. Da biblioteca para a Wikipedia

Peço mais coisas para o Google do que para o São Longuinho ultimamente.
Queria escrever sobre as milhares de ferramentas tecnológicas que usamos para pesquisar hoje em dia, mas no meio do meu primeiro post para o blog da Nó, acaba a luz. Ok,ok…respira, já vai voltar!
1 hora, 2 horas…minha impaciência chegou ao ápice. Decidi sair para rua. Já que a lei de Murphy me escolheu hoje e a Eletropaulo decidiu se divertir comigo sugando todas as minhas energias. Comecei a andar pelo bairro, para olhar as pessoas.
A primeira pessoa que dou de cara foi com uma senhora numa pracinha, saindo de um New Beetle amarelo, com um patins a tiracolo e com o neto no banco de trás, que logo abriu a porta do carro comunicando a avó que ele vai querer outro Ipod de Natal. Que o dele só tem 60 GB, já está pequeno e não é colorido. Não serve mais.
Como?! O menino devia ter uns 7 anos de idade. Duvido que ele tenha usado ¼ da memória do aparelho.
Bingo. Caneta e papel na mão. Assim, faço a estréia do meu primeiro post: Sobre consumo e tendência.
Lembrei de uma das matérias que fiz para o GNT Fashion, com um destes novos coletivos
que trabalham com o feeling e vendem suas apostas como produtos e serviços para as grandes empresas. Lembro bem que se diziam “drivers”, seriam como os olhos sobre o comportamento dos consumidores. Mentes como essas, acreditam que estudar uma tendência de comportamento é a intersecção entre a ciência e a imaginação. Vêem o mercado sempre de forma mundial e nunca global. O passaporte obrigatório agora, é a mundialização. A globalização é muito integra e cheia de barreiras.
A Apple era um dos fenômenos a ser discutido. Não pela sua fantástica agilidade de criação, inovação e volume de vendas. Mas, pela forma que trabalha seus consumidores.

produtos Apple - produtos Apple

Mais do que pensar no produto que os consumidores desejam ou no que será lançado na próxima estação, sabe entender todas as emoções, comportamentos e reações até o ato da venda. A expectativa termina quando a compra é efetuada. A realização tem duração curta. Incomparável com o tempo em que a mente se ocupou com o desejo…. e é aí que eles fazem fortunas.
Esse é um exemplo do consumo do vazio, ou do invisível. É uma tendência que vem sendo muito explorada, uma das grandes sacadas da Apple que com certeza, divide o ranking com os Ipods e Macbooks.

loja Apple - loja Apple

Bom, voltou a luz, hora de voltar…
Ah! Só esqueci de dizer que a senhora com o netinho que saiu do New Beetle amarelo, era japonesa e estava vestida com uma camiseta do David Bowie, diga-se de passagem!
Mas essa história já é a tal mundialização, e isso fica para o próximo post…

Giovanna Barbieri begin_of_the_skype_highlighting     end_of_the_skype_highlighting (produtora do GNT Fashion e pesquisadora de tendências) giovannabarbieri@gmail.com



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9 respostas para “ Das Enciclopédias para a Internet. Da biblioteca para a Wikipedia ”

  1. sueli pereira Dezembro 8th, 2008 16:38

    Adorei a matéria, vc. tem razão consumimos o que não precisamos sem antes desfrutar do disponível…que consumidorzinho complicado…dá pena. Dá para entender..ssó com muita pesquisa mesmo. parabéns.

  2. Renata Shoel Dezembro 8th, 2008 17:07

    Amei, com certeza não sei o que seria do meu trabalho, da minha vida social,dos meus trabalhos da faculdade, em fim, DA MINHA VIDA sem o Google!!!

  3. Gabi Dezembro 8th, 2008 17:13

    Adorei o post.. muito bacana!

    Sugiro uma obra de Barbara Kruger pra completar “I shop therefore I am” (joga no google).
    Super me identifico, inclusive ja cobiço um modelo mais atual do meu Ipod.. fazer oq..
    Bjss

  4. Patricia (duck) Dezembro 8th, 2008 18:15

    ADOREEII o post!!
    Parabéns!!

  5. Zeca Gamelo Dezembro 8th, 2008 19:18

    Maluco esse negócio de consumo invisível! Já tinha escutado, mas nunca entendido…
    Bacana de se pensar, fico imaginando estas grandes empresas apostando tudo nisso.
    Bom ponto de vista.

  6. barao Dezembro 8th, 2008 20:12

    É por isso que o termo “materialista” não se aplica ao consumidor atual. Ele usa muito pouco do produto que compra e já quer outro. Não é o produto físico que ele mais deseja e sim a possibilidade de possuí-lo. É um sonho ao seu alcance, mas que, como uma droga, dura pouco… Pessoas que possuem 500 saltos altos, jamais seriam capazes de ter um vínculo significativo com todos eles. O vinculo é com a idéia de ter 500 saltos… Antes fôssemos materialistas… Assim nossa capacidade de compra seria muito inferior…
    Obrigado pelo post querida.
    Abs
    BARÃO

  7. Rafa S2 Dezembro 9th, 2008 01:37

    …mas não acha que apesar de todo esse universo “invisível”, estamos no ápice do materialismo?
    500 saltos, ou 30 produtos da Apple não é o resultado de uma ganância social? Mais do que o desejo, que até pode durar pouco, me parece que estamos vivendo em um mundo em que se precisa consumir para se incluir. Não sei se só o consumo invisível faria a Apple ser um grnde sucesso. Talvez, seja culpa da velocidade de informação, em que todos se conectam e se conhecem muito rápido! São os efeitos da era da globalização, ou da tal atual mundialização como a Giovanna diz…

  8. Barao Dezembro 9th, 2008 02:01

    Concordo. E só uma questão de terminologia. Acho que o termo adequado para usar nestas situações não devia ser materialista. Acho estranho chamar assim quem dá tão pouco valor a matéria a ponto de consumir desenfreadamente, subutilizando cada objeto físico que consome. Quanto mais eu me preocupo com o que vou consumir, com a procedência, a vida útil e a real necessidade na minha vida de cada objeto, mais eu me sinto “materialista”.

  9. Laura Sobral Dezembro 16th, 2008 02:00

    Como vítima do fetichismo (Wikipedia : Um fetiche (do francês fétiche, que por sua vez vem do português feitiço e, este, do latin facticius “artificial, fictício”) é um objeto material ao qual se atribuem poderes mágicos ou sobrenaturais, positivos ou negativos.) da Apple, só tenho com o que concordar. No “ter mais que usar”, vale mais o produto ter potencial; potencial esse que raramente precisamos ou utilizamos. É pelo mágico, pelo atribuído, fetiche.

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