Dor de dente? Ora… arranque-o!

Foto: Felipe Caruso/Folha Imagem
Recentemente, a empresa Construfert (contratada pela prefeitura para executar a limpeza pública na região central de São Paulo) acabou com um bom projeto de design vernacular e o substituiu por uma solução mais cara e ineficiente.
Os varredores de rua, com toda a sua experiência e autoridade na atividade de varredura, resgataram a clássica vassoura artesanal de palha para melhorar o seu trabalho. Essa vassoura é confeccionada por eles próprios e é feita de folhas secas de palmeiras e coqueiros dos jardins da região. Segundo os varredores, a vassoura de palha é mais leve e torna o trabalho muito mais fácil e eficiente do que os “vassourões” fornecidos pela Construfert. Em depoimentos, os varredores alegaram que os “vassourões” deixam o ombro dolorido, cansam muito mais e não limpam direito.
Segundo a empresa, as vassouras de palha foram proibidas e substituídas para proteger o ambiente. Alguns varredores estavam arrancando das árvores as folhas ainda verdes, em vez de esperá-las cair.
Para esses profissionais, a vassoura de palha é um produto comprovadamente melhor, em muitos aspectos, do que o “vassourão”. Então, não seria mais inteligente resolver esse problema pontual (da extração da sua matéria-prima) ao invés de eliminá-lo e, com isso, criar novos problemas?
Talvez, com a solução da extração, seria possível criar novos empregos (tanto com a coleta do material quanto com a confecção da vassoura), aproveitar melhor o “lixo” (folhas secas) de outros parques, melhorar a consciência ecológicas das pessoas envolvidas, diminuir o custo da limpeza pública e melhorar um produto, tornando-o mais sustentável.
Será que realmente vale a pena arrancar o dente sem tentar curá-lo?
Abs,
Cândido Azeredo (Nódesign).
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5 respostas para “ Dor de dente? Ora… arranque-o! ”
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Dois lados da questão: ouvi a notícia pela CBN de manhã, vendo o problema do ponto de vista da prefeitura, e me pareceu correto proteger as pobres arvorezinhas da devastação dos nossos garis predadores.
Agora vendo a leitura que vcs fizeram, vejo que realmente não faz sentido a medida da empresa de proibir a reutilização de matéria orgânica no trabalho. Aliás, os caseiros do condomínio onde tenho sítio em Ibiúna, utilizam este recurso desde sempre, e nunca tivemos problemas. Bem observado. Será que alguém ganha com a compra de milhares de vassouras?
Abs
Se alguém ganha? Sem dúvida deve ter o rei da vassoura, a licitação milionária da vassoura, o lobby da vassoura, o político que leva um “cafézinho” pelas vassouras, etc, etc… Os garis tb levam alguma “coizinha” nessa… uma hérnia de disco.
abs,
BARÃO
Pois é Lee… experimente presentear seus caseiros com um “vassourão”, depois conte-nos no que deu…
Abs.
Cara isso da pano pra manga. Que tal iniciarmos uma pressão junto aso responsáveis para que essas substituição possa ocorrer de forma sustentável? Consegui o contato para onde devemos enviar reclamações e sugestões: aliança@vivaocentro.org.br,
E ai vamos?
Abraços
Léo
Opa…pra já!
Abs,
Cândido.