TELEMETRIA NO CAMPO.
Ainda não estimamos corretamente o potencial que a tecnologia da informação tem a nos oferecer. Hoje acompanhamos uma grande revolução do poder das redes sociais na internet, seja para o cidadão, seja para as empresas. Indivíduos por todo o globo trocam informações em tempo real, unem-se para alguma finalidade, quebram barreiras. Empresas não podem mais ocultar informações e a transparência é a palavra da ordem.
Pouco se fala ( ainda, veja bem…) das redes de monitoramento que colecionam dados. Restrita para empresas que a utilizam a tempos em seus sistemas fechados de inteligência para controlar estoques, logística, vendas, etc, se revelou uma importante aliada na construção do conhecimento. São capazes de mostrar através de gráficos e outras maneiras mais o comportamento, os acontecimentos e com isso inclusive um previsão precisa de comportamento.
http://www.youtube.com/watch?v=j3ZNBO7H8c4
O exemplo deste video retrata um uso nobre dessa tecnologia de dados em tempo real disponível para a indústria da agricultura criada pela empresa puresense. Os benefícios são enormes. Maior produtividade, controle de pragas e até racionamento de água. É monitoramento puro, minuto a minuto que ajuda os agricultores a construir um conhecimento inimaginável a pouco tempo atrás. Diversos sensores espalhados pelo campo coletam os dados, enviam para um servidor que os processa e posteriormente para um smartphone ou qualquer computador. Coisa da NASA!!!
Quem já ouviu falar em internet das coisas? Aquela onde a rede de computadores estará presente em todos os objetos e esses poderão conversar entre si. O maior exemplo disso é a geladeira que poderá conversar com seu armário, seu liquidificador ou microondas e também com o supermercado fazendo o pedido do que está acabando automaticamente.
Agora imaginem as redes sociais, os colecionadores de dados e a internet das coisas, todas conectadas e disponíveis para o grande publico.
Será que seremos capazes, como consumidores, de acompanhar nossa tão esperada sobremesa ainda em sua plantação. Mais do que comprar uma maçã no grande varejista serei capaz de comprar a maça exata ( através de etiquetas RFID) do Sr. João de São José das rosquinhas, lá de longe? Poderei acompanhar todo o processos de cultivo, de irrigação, da qualidade do solo, se usa agrotóxico nas doses certas, etc..
Será que ao comprar um frango no supermercado do futuro, e colocá-lo em nossa geladeira (que já rastreou os dados da etiqueta RFID presente em sua embalagem e enviou para nosso servidor doméstico concetado a banda larga e a televisão) poderemos assisitir sentadinhos em nossos sofás todo seu crescimento, o estado de cuidado do seu galinheiro através de cameras on line, tipo de ração que foi alimentado, quando foi abatido, por quem, etc?
A experiência de compra futura certamente passará longe da que conhecemos hoje e certamente o produto deixará de ser apenas um item de prateleira para tornar-se uma história completa. O consumidor passará a ser um expectador ativo desse processo.
Abraços
Léo
Infográfico da revista Época Negócios.
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Puxa… imaginem se rolar uma afetividade com vaquinhas e galinhas, vendo-as nascer, crescer e morrer pela internet, conhecendo toda sua família (que também será morta)… virarei vegetariano!!!