DESIGN TRANSFORMADOR
Ontem tivemos uma noite de arrepiar. Participamos do evento de premiação da terceira edição do Prêmio Trip Transformadores, que aconteceu no Auditório Ibirapuera. O objetivo do Prêmio é reconhecer e ajudar a divulgar iniciativas individuais no Brasil que buscam influenciar e promover o coletivo e o outro, em prol de um mundo melhor. Para essa edição foram indicados 12 homenagiados, escolhidos dentre dezenas de outras iniciativas pesquisadas ao longo de um ano. Tudo gente que bota a mão na massa e que gera resultado efetivo e relevante.
Foi inspirador conhecer um pouquinho do projeto de vida dessas 12 figuras. Vale a pena entrar no site e dar uma olhada nos seus trabalhos, como do Ladislau Dowbor, da Vanete Almeida, do Sérgio Petrilli, do Dando, entre outros.
Dentre os indicados, houve um homenagiado especial que recebeu o Prêmio Trip Vida Transformadora: o arquiteto José Filgueiras Lima, mais conhecido como Lelé.
Aqui uma coincidência. Foi justamente ao conhecer a obra do Lelé, durante a faculdade, que percebi o quão ampla e impactante poderia ser a atuação do arquiteto. Outra coisa, saquei que aquilo que ele fazia englobava muitas outras atividades. Era urbanismo, arquitetura, design, medicina, psicologia, empreendedorismo, engenharia, e por aí vai. Concluí que por de trás de tudo isso corria um tipo de pensamento diferenciado, não especializado, muito humanista, que misturava tudo e que ia muito além de uma profissão com nome próprio. Esse tipo de pensamento era justamente o “Design Thinking”. Quando a ficha caiu, decidi o caminho. Então, pra mim, ontem foi muito especial. Não só por ver reconhecido o trabalho de quem admiro, mas por ver o quão poderosa pode ser essa maneira projetar e, se bem orientada, os benefícios socioambientais que pode gerar.
Um dos seus projetos mais notórios é a Rede de Hospitais Sarah Kubitschek. De todos os pontos inovadores, os principais são o uso de materiais pré-fabricados (que colaboram para dimimuir o custo da obra, o tempo de execução e o desperdício) e o aproveitamento dos recursos naturais (sol, vento…). O cara projetou todos os detalhes, do macro ao micro, como o mobiliário (eles montaram uma pequena fábrica, operante até hoje, para executar os móveis), o equipamento hospitalar, luminárias, sistema de ventilação, etc. Vejam um pouco mais.
Abs,
De Cândido Azeredo, Nódesign.
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