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RANKING INOVAÇÃO
Em recente matéria realizada pela revista Época Negócios foi apresentado um ranking dos países com melhor ambiente para inovar. Esse ranking foi conduzido pelo Boston Consulting Group que mediu quesitos como educação, infraestrutura, qualidade da mão de obra e desempenho das empresas.
Chamou-me a atenção os países que fazem parte desse seleto grupo e como eles estão intimamente ligados a cultura do design. Cingapura foi o Primeiro colocado e logo em seguida Coreia do Sul. Na sequência são: Suíça, Islândia, Irlanda, Hong Kong, Finlândia, Estados Unidos, Japão e Suécia.
Em nenhum momento da matéria a palavra design foi citada. Será que não seria hora para refletirmos sobre a importância de nossa tão querida profissão nesse contexto?
Não é mera semelhança que tais países figurem entre a lista dos mais inclinados a inovação, pois todos eles possuem uma íntima relação com o design. Alguns historicamente importantes e outros mais recentemente construindo sua história nesse cenário.
Os países Asiáticos estão loucamente investindo em políticas publicas e infraestrutura voltada para o design e toda a economia criativa. Centros de excelência, projetos governamentais, incentivos, educação, etc. O resultado vem aparecendo ano após ano. Vemos um numero crescente de ótimos designers vindo desses países e isso fica absolutamente claro nos concursos e publicações internacionais.
Países como Suécia, Finlândia e Suíça, não precisamos nem comentar. O design faz parte da vida das pessoas desde que nascem…
Qual será o impacto da cultura do design presente nesses países para que figurem neste ranking? Certamente essa relação existe porém não foi estudada. A inovação pelo design mostra-se cada vez mais importante e esses países já sacaram isso.
O Brasil não ficou nem entre os 30 selecionados. Por que será?
Nós vamos bem. Obrigado!
Léo
Sem comentários »Vendendo conceito
A Champs-Élysées em Paris parece se tornar um salão de automóveis permanente. Me surpreendi com a quantidade de lojas e o movimento que elas geram. Os carros estão expostos, mas o que vendem são os conceitos das marcas traduzidos em seus produtos que variam desde chaveiros, camisetas e bonés - brindes típicos associados ao universo automobilístico - até utilitários domésticos. Os ambientes criados com os carros expostos ( já no mercado ou projetos conceituais) produtos afins e música, atraem os transeuntes que por ali passam e que acabam entrando na loja, nem que seja para tirar uma foto ao lado do seu modelo preferido. Marcas como Peugeot, Renault, Citroen, Mercedes e Toyota já garantiram seus espaços de destaque, não apenas na avenida, como nos álbuns de fotos de viagens de milhares de turistas.
Marina Chaccur (design@marinachaccur.com.br)
Sem comentários »BIOMIMÉTICA
A Biomimética ou Biônica é a área da ciência que estuda as estruturas dos seres vivos (forma, função, composição, dinâmica, inter-relação, etc.) construída ao longo do tempo pela seleção natural [coloco de lado a discussão sobre a provável autoria divina dessas estruturas]. O grande propósito é fazer um benchmarking do design da natureza (do que ela criou e testou por milhões de anos) para aprimorar o que nós criamos artificialmente. Assim como o design, essa área de pesquisa é multi e interdisciplinar e suas descobertas podem afetar todas as outras ciências e áreas da economia. O design que se utiliza dos conhecimentos gerados por essa ciência ou baseia-se no estudo dos seres vivos para orientar suas criações, denomina-se Biodesign.
Um exemplo clássico disso é o Velcro, inventado pelo engenheiro suíço Georges de Mestral, em 1941, depois de analisar as sementes do carrapicho e como elas se agarravam às coisas.
Outro exemplo mais recente e complexo é o tecido colorido Morfotex, feito de Nylon e Poliéster, pela empresa japonesa Teijin. Seu biodesign baseou-se na borboleta Morfo Azul que possui asas com coloração azulada intensa e metálica, mas que não possui pigmentos dessa cor. O efeito de cor é obtido através das microestruturas da sua asa em forma de canaletas. Essas estruturas possuem vãos da mesma dimensão do comprimento de onda da cor azul. Dessa maneira, quando a luz do sol bate em sua superfície apenas o azul é refletido, enquanto os demais comprimentos de onda (cores) são absorvidos. Além disso, sucessivas ondas da cor azul incidindo sobre essas canaletas fazem com que haja uma interferência construtiva, gerando um aumento na amplitude da onda e conseqüente intensificação do brilho e da cor.
As tramas do Morfotex simulam essas microestruturas, dando origem a um tecido colorido sem a necessidade de tingimento e cuja coloração nunca se desbota ou altera.
Cândido Azeredo (Nódesign).
17 comentários »Células tronco e design?

Se lhe perguntassem como o design poderia ajudar no processo de fabricação em larga escala de células tronco embrionária, o que vc diria? Pode ser uma solução relativamente simples…
Um grupo de pesquisadores do UFRJ achou uma maneira inteligente e puramente de projeto para esse feito. As células tronco embrionárias são cultivadas em um biorreator ( ambiente onde as células recebem os estímulos necessários para sua proliferação). Elas dependem de um substrato ( lugar onde aderir e crescer) que nos processos normais são pequenos tubos com aproximadamente 9 centímetros quadrados de área cada.
A grande sacada desses pesquisadores foi utilizar pequenas esferas de açúcar como substrato em substituição dos tubinhos. Essas esferas dentro do reator aumentam consideravelmente a área disponível para aglutinação das células. A acomodação das mesmas e o total de superfície disponível são maiores. Com esse método, o mesmo custo de produção do processo convencional produz o dobro de células tronco.
Estima-se que serão necessários 1 milhão de células por quilo de peso para futuras terapias com células tronco embrionária. Quanto vale essa descoberta?
Parabéns aos nossos pesquisadores!
Léo
Léo
1 comentário »Novo olhar para o mundo
É realmente impressionante o poder da inovação, e como ela pode ser “simples”!!! Apenas um novo jeito de olhar pode transformar tudo. O médico e pesquisador Hans Rosling ( um dos fundadores da ONG Médicos Sem Fronteiras) desenvolveu um software e uma apresentação que revela de forma muito didática a evolução dos paises em desenvolvimento. Quais as mudanças e evoluções que ao longo do tempo viemos sofrendo e ainda podemos sofrer?
Trata-se de uma forma completamente dinâmica de visualizar dados. Informação é poder e dessa forma tornar acessível os dados concretos coletados pela Nações Unidas ( entenda como acessível o fato de serem compreensíveis) é uma forma realmente brilhante e democrática.
Seu trabalho atual é focado em derrubar os antigos mitos relativos aos paises em desenvolvimento e através dos dados ele demonstra os novos caminhos tomados por esses paises. Abaixo uma apresentação que vale a pena ser vista. É realmente impressionante!
Léo
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