Design, inovação e outras coisinhas a mais.

Arquivo da categoria ‘Inovação’

UM PÉ NA CHINA E OUTRO AQUI

Nossa querida amiga e integrante remota do Nódesign Giovanna Barbieri, que está morando na China, acaba de lançar seu site. O TOFUNACHINA será uma importante fonte de pesquisa a todos interessados e curiosos sobre o que acontece por lá e que, cedo ou tarde, desembarcará em nossas praias. Conectem-se.

tofunachina - tofunachina

1 comentário »

Biscoito “Iscrivido” e Tião Rocha

Grande educador e seu CPCD, um exemplo de inovação social.

Abs,
Cândido.

Sem comentários »

Produza energia elétrica no seu jardim!

Bloom Energy criou a Bloom Box, uma célula de combustível compacta que pode usar gás natural, metano e até energia solar (ao invés de hidrogênio). A Bloom Box poderá, logo mais, ser instalada em nossas casas para produzir nossa própria energia elétrica. Ela já está sendo usada em empresas como Google, eBay e FedEx. Vejam o vídeo!


Watch CBS News Videos Online

Abs,
Cândido

Sem comentários »

OPORTUNIDADES DE INOVAÇÃO NA CRISE ATUAL

gr  fico converg  ncia 1 - gr  fico converg  ncia 1

Na mentalidade de um designer que se prepara para criar e implementar uma nova proposta de valor é fundamental buscar informações que vão do micro ao macro e do específico ao geral. Na verdade, essas pesquisas antecedem a solicitação de projeto por um cliente. Temos que constantemente nos informar sobre as tendências mundiais em diversas áreas e, na medida do possível, participar delas. A realidade para nós é holística, dinâmica e sistêmica.

Este artigo escrito por Ignacy Sachs, Carlos Lopes e Ladislau Dowbor, coordenadores da iniciativa Crises e Oportunidades, ajuda a compreender as tendências mundiais e dá uma visão mais ampla e sistemática dos principais desafios que temos pela frente: o equilíbrio ambiental, a redução da desigualdade, a inclusão produtiva e a mudança do perfil dos processos produtivos em função das prioridades reais.

Abs,
Cândido Azeredo.

Sem comentários »

PODE-SE INOVAR TENDO O PASSADO COMO MODELO?

Nesse fim de semana visitei em Piracaia o projeto Waru, ainda em implementação, de um querido amigo. Ele é um designer gráfico que mudou seus valores e mudou-se de São Paulo, junto com sua esposa e filhos, para trilhar intensamente uma vida norteada pela Permacultura e pela Yoga, mas sem abandonar o design (na verdade, utililizou-o em seu sentido mais rico) e a tecnologia.

vista waru - vista waru

Em nossas conversas acabou me mostrando projetos nos quais se inspirou. Dois deles são muitos bacanas. O primeiro chama-se Las Gaviotas, na Colômbia. Uma vila fundada em uma região inóspita, em 1971, e que é modelo de desenvolvimento sustentável:

Paolo Lugari: Founder of Las Gaviotas (en espanol, with simultaneous English translation) from Kevin Hansen on Vimeo.

O segundo chama-se Path to Freedom. Uma família americana que decidiu na década de 80 tornar-se o mais auto-suficiente e gerar o mínimo impacto ambiental possível:

Além disso, mostrou-me dois livros que são referência para aqueles que buscam seguir os passos desses projetos: The Complete Book of Self Sufficiency, de John Seymour, e PERMACULTURE A Designers Manual, de Bill Mollison. Ambos muito bem ilustrados e didáticos, uma beleza.

Depois de conhecer e papear sobre esse material, uma questão surgiu. Todos eles têm em comum o uso de baixa tecnologia e a aplicação de princípios há muito conhecidos pela humanidade. De fato, parecem propostas coletivas já vistas, vividas e que foram deixadas de lado com o avanço da urbanização. Então, por que parecem tão fascinantes e inovadoras (entendendo inovação como uma nova proposta de valor criada que foi implementada e gerou resultados positivos), mesmo tendo sido testadas e abandonadas anteriormente? Será que decorre do fato de hoje vivermos e adotarmos valores muito diferentes? Será que porque tem um tom radical, utópico e exótico? Ou será porque é óbvio que nossa proposta de sociedade não está funcionando e estamos ávidos por caminhos que tornem nossa civilização viável? Seja qual for a razão, seria possível inovar utilizando valores já abandonados pela maioria?

Segundo Mihaly Csikszentmihalyi, em seu livro Creativity: Flow and the Psychology of Discovery and Invention, uma idéia implementada e que gerou resultado pode ou não ser considerada inovadora ou criativa dependendo da interpretação dos “especialistas” (autoridades de uma determinada área do conhecimento) e/ou da adoção da nova idéia pela maioria da população inserida em um contexto cultural. Eles que dirão se o resultado gerado é positivo e relevante o suficiente para que a idéia seja incorporada ao repertório cultural. Dessa forma, uma idéia implementada e que gerou resultado, mas que não foi considerada inovadora em um contexto específico, poderia ser julgada inovadora em outro ambiente cultural (como um momento histórico e geográfico diferentes).

Portanto, não seria razoável dedicarmos mais energia e atenção para estudar a história em busca de antigas idéias e valores? Será que existe a chance de encontrarmos aqueles que hoje contribuíssem para a construção de caminhos viáveis e que, sendo assim, fossem considerados inovadores em nosso beco sem saída?

Abs,
Cândido.

2 comentários »

WALMART E GRANDES EMPRESAS LANÇAM PRODUTOS MAIS SUSTENTÁVEIS

Participamos ontem do lançamento conjunto de 10 produtos mais sustentáveis que fizeram parte do projeto “Sustentabilidade de Ponta a Ponta”, criado e dirigido pelo Walmart Brasil e que teve a participação de 3M, Cargill, Coca-Cola Brasil, Colgate-Palmolive, Johnson&Johnson, Nestlé, Pepsico, Procter&Gamble e Unilever.

Esse projeto, pioneiro no varejo brasileiro, partiu da Análise do Ciclo de Vida do produto (da produção da matéria-prima ao seu descarte) para desenvolver ou promover alterações importantes em um produto do portfolio de cada empresa participante, buscando reduzir seus impactos socioambientais.

ACV CETEA - ACV CETEA

“Os produtos trazem diferenciais que vão da redução ou alteração do tipo de embalagem e matéria-prima utilizada, optando por opções recicláveis ou certificadas, à diminuição no consumo de energia, água e dos resíduos sólidos gerados”, disse Héctor Núñez, presidente do Walmart Brasil.

Foram 18 meses de projeto e mais de 3.000 horas de consultoria técnica. O papel do Walmart foi fornecer suporte técnico – representado pelo CETEA (Centro de Tecnologia de Embalagens) do governo de São Paulo – para todo o processo de desenvolvimento do produto, avalizando os resultados apresentados pelas empresas do início ao fim da cadeia produtiva. Além disso, a empresa ofereceu a garantia de compra, a visibilidade e exposição diferenciada desses itens no ponto de venda.

Abs,
Cândido Azeredo.

Vejam as melhorias conquistadas em cada produto:

Ler mais

Sem comentários »

WOODSTOCK - AMBIENTE INOVADOR

Durante a última reunião do Fórum de Inovação da FGV iniciei uma interessante conversa sobre música com meu colega Luiz Cláudio Sigaud Ferraz, consultor de empresas, que é um apaixonado pelo tema e profundo conhecedor. Depois da reunião nosso bate-papo teve continuidade.

Quando se fala de inovação é importante considerar o “ambiente inovador” que decorre da cultura da empresa. Woodstock, sem dúvida, é um bom exemplo de cultura inovadora que gera um ambiente favorável à experimentação e ao surgimento do novo.

Pedi a ele permissão pra tornar público nosso diálogo, pois acredito que outras pessoas possam curtir, como eu, as suas observações. Segue texto do Luiz:

Continuando nosso papo de ontem separei algumas jóias que espero que gostem.
Estes caras, em Woodstock, quebraram todos os paradigmas e inovaram a música para sempre!
Observação: Woodstock teve suas “principais” atrações fazendo shows à noite. Durante o dia eram uns caras que estavam bem no começo da carreira. Daí apareceram ilustres desconhecidos e descontruiram tudo. Ou melhor reconstruiram tudo…

1. A baladinha dos Beatles com Joe Cocker - With a little help from my friends. O cara era/estava muito louco mas é impossível não reconhecer a grande reconstrução da baladinha.

[Vejam a versão original e chocha da música]:

2. O Santana no início teve que chamar a atenção da platéia puxando palmas, mas no final … Soul Sacrifice. Os caras eram absolutamente geniais e aplicados. A maneira como o baterista segura as baquetas mostra que o cara tem as tais “10.000 horas” de dedicação e esforço. É impressionante ver como, apesar da loucura, a música vai envolvendo a multidão.

3. A presentação do Jimi Hendrix também foi durante o dia por dois motivos: ele não era tão famoso quanto os caras da noite e por ser muito “inovador” faria o show de encerramento (saideira). O pessoal famoso conhecia a fera e não queria que ele fizesse “sombra”. Perceba que tem muito pouca gente ainda na platéia. Sua interpretação do Hino Americano intercalando sons de aviões e bombas em protesto contra a guerra do Vietnam é antológica e pelos comentários postados divide muito as opiniões até hoje. Mas o fato é que a oposição à guerra subiu muitos graus ao som de Hendrix.

Ten Years After I’m going home. Depois daquela noite o Blues nunca mais foi o mesmo…Felizmente!
O nome do guitarrista é Alvin Lee. O show foi o primeiro da noite porque eles já tinham alguma fama nos Estados Unidos. O conjunto se desfez pouco depois de Woodstock.

Valeu Luiz!
Abs,
Cândido Azeredo (Nódesign)

Sem comentários »

NÓDESIGN É O MAIS NOVO GESTOR DO FÓRUM DE INOVAÇÃO DA FGV

logo FORUM FGV baixa - logo FORUM FGV baixa

O Nódesign solenizou uma parceria com o Fórum de Inovação da FGV-EAESP, iniciada no ano passado. Tornou-se formalmente, a mais nova empresa gestora desse grupo, juntamente com outras empresas como Banco do Brasil, Suzano, Embrapa, Sebrae e Brasilata.

A missão do Fórum é estimular e viabilizar a investigação, geração, difusão e aplicação de conhecimentos sobre Organizações Inovadoras. Dentre os objetivos do Fórum está o de ser uma ponte entre o mundo acadêmico e o de negócios, unindo teoria e prática. O Nódesign foi convidado a participar desse grupo para, entre outras coisas, expor seu método prático de inovação e colaborar com os projetos de pesquisa nessa área (como o RCID - Rede de Conhecimento em Inovação pelo Design). Também, contribuirá ministrando palestras e participando de debates.

Para Marcos Augusto de Vasconcellos, Coordenador e um dos fundadores do Fórum de Inovação, “a participação no Fórum de uma empresa de design é importante por dois motivos principais. Primeiro, pela diversidade de visão sobre a Inovação e, por conseqüência, a diversidade de setores representados no Fórum. Segundo, cresce a cada dia a percepção de que o Design Thinking e o processo de Inovação estão muito próximos, quase como os dois lados de uma mesma moeda. Os conhecimentos sobre Gestão de Design são, portanto, fundamentais para o desenvolvimento de estudos, metodologias e projetos de inovação, em todos os campos de atividade, sejam empresas, Governo ou Terceiro Setor”.

Essa atuação é mais um reconhecimento da importância do design como ferramenta estratégica de inovação para as empresas. Isto significa que, para se aproveitar melhor todos os seus benefícios, a visão do design deve ser empregada assim que a empresa (de produto ou serviço) percebe a necessidade de criar um diferencial competitivo para aumentar sua lucratividade, faturamento ou valor de marca.

Na opinião de Wilson Nobre begin_of_the_skype_highlighting     end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting     end_of_the_skype_highlighting, Professor e Pesquisador do Fórum de Inovação da FGV-EAESP, “uma importante competência da disciplina do design, o foco na pessoa humana, deve se tornar a principal estratégia de inovação das empresas modernas para colaborarem com o desenvolvimento sustentável das nações e, portanto, com sua própria permanência no futuro. As empresas do século XXI, com raras exceções, ainda não saíram estruturalmente da era fordista, com foco no produto/serviço e no atendimento exclusivo aos acionistas.”

Um dos último projetos desse grupo foi a premiação “25 empresas mais Inovadoras do Brasil”, realizada em parceria com a Revista Época Negócios, a Fundação Nacional da Qualidade – FNQ e o Great Place to Work – GPTW. A premiação se deu no dia 7 de julho na Fecomércio e pode ser vista na edição de julho da Revista Época Negócios. A metodologia utilizada para avaliar as empresas que se candidataram foi a “Metodologia para Identificação de Organizações Inovadoras do Fórum de Inovação da FGV-EAESP”, trabalho desenvolvido por professores da FGV, nos últimos 10 anos.

A parceria entre o Nódesign e FGV é mais um passo do nosso contínuo esforço para disseminar os enormes e acessíveis benefícios da inovação pelo design.

logos empresas gestoras 2copy BAIXA 1 2 - logos empresas gestoras 2copy BAIXA 1 2

Abs,
Cândido Azeredo (Nódesign).

2 comentários »

DESCONSTRUINDO PARADIGMAS

A matéria “França acrescenta felicidade na conta do PIB”, no jornal Financial Times de 14.09.09, é mais um sintoma de uma mudança silenciosa que vem ocorrendo nos últimos anos. Cada vez mais as pessoas se conscientizam de que as promessas de bem-estar do capitalismo, tal qual vem sendo adotado por mais de 80% dos países no mundo, são em grande parte ilusórias e insustentáveis.

Uma parcela dessas pessoas tem se dedicado a mudar tal realidade. Não se trata de uma nova onda revolucionária que irá derrubar o sistema, mas um movimento de transformação parecido com a ação de células cancerosas, em que cada uma modifica a célula vizinha.

A matéria citada acima fala sobre o trabalho de um desses grupos, dedicados a apontar novos caminhos, a Comissão de Mensuração da Performance Econômica e Progresso Social. Capitaneada por Joseph E. Stiglitz e Amartya Sen, esse grupo de renomados cientistas basicamente tem estudado novos indicadores de desempenho para serem incorporados aos sistemas de contabilidade econômica dos países e que consigam melhor refletir o real estado de desenvolvimento de uma nação. Uma das principais mudanças sugeridas pela Comissão é incorporar ao cálculo do PIB fatores como o bem-estar dos cidadãos e a sustentabilidade da economia e dos recursos naturais de um país. O presidente francês Nicolas Sarkozy, um dos grandes apoiadores dessa Comissão, já declarou que irá incorporar esses fatores no cálculo de desempenho do país.

FIB - FIB

Um outro grupo dedicado a apontar novos caminhos é o do FIB - Felicidade Interna Bruta, que no Brasil é direcionado pela Dra. Susan Andrews.

Segundo Susan Andrews, “FIB é um indicador sistêmico desenvolvido no Butão, um pequeno país do Himalaia. O conceito nasceu em 1972, elaborado pelo rei butanês Jigme Singya Wangchuck. Desde então, o reino de Butão, com o apoio do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), começou a colocar esse conceito em prática, e atraiu a atenção do resto do mundo com sua nova fórmula para medir o progresso de uma comunidade ou nação. Assim, o cálculo da “riqueza” deve considerar outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade da vida das pessoas.

FIB é baseado na premissa de que o objetivo principal de uma sociedade não deveria ser somente o crescimento econômico, mas a integração do desenvolvimento material com o psicológico, o cultural e o espiritual – sempre em harmonia com a Terra.

O Nódesign vem acompanhando esses movimentos e faz parte do grupo de estudos “FIB nas Empresas”, dedicado à aplicação desses conceitos no dia-a-dia das corporações e nas propostas de valor que elas oferecem aos seus consumidores. Nosso esforço está em incorporar tais premissas no processo de inovação pelo design, para que produtos e serviços carreguem essas características no seu DNA e não sejam mais um blábláblá utópico. Não é nada fácil, tampouco imediato, mas valerá a teimosia…

Abs,
Cândido Azeredo (Nódesign).

Sem comentários »

ÓCIO PRODUTIVO

Eu Grido - Eu Grido

A World Community Grid é uma organização internacional preocupada em criar a maior rede computacional dedicada à pesquisa científica humanitária. A idéia é simples: voluntários de qualquer lugar do mundo doam o tempo que o seu computador pessoal está ocioso para as pesquisas da WCG. Atualmente algumas de suas pesquisas envolvem a busca da cura de doenças como câncer, AIDS, dengue e gripe. Existem também pesquisas não médicas, como uma que busca aperfeiçoar a tecnologia de painéis fotovoltaicos para energia limpa e outra que desenvolve uma variação de arroz mais resistente e nutritiva.

Para participar o voluntário instala um pequeno programinha em seu computador. Esse programinha se comunicará com os servidores da IBM, que administra toda a infra-estrutura da WCG, e fará com que seu computador ajude essas pesquisas sempre que não estiver sendo usado.

No Brasil, um dos organizadores e incentivadores do projeto é o Fábio Bustamante. Ele criou o Eu Grido como um canal fácil e seguro para que todos participem desse esforço.

O Nódesign aderiu a esse projeto doando tempo ocioso dos seus computadores. Melhorar sustentavelmente o padrão de vida só é possível se agirmos somando forças de forma interconectada, global e altruísta.

Participem!!!

Cândido Azeredo (Nódesign).

26 comentários »

RANKING INOVAÇÃO

DSC08182 - DSC08182

Em recente matéria realizada pela revista Época Negócios foi apresentado um ranking dos países com melhor ambiente para inovar. Esse ranking foi conduzido pelo Boston Consulting Group que mediu quesitos como educação, infraestrutura, qualidade da mão de obra e desempenho das empresas.
Chamou-me a atenção os países que fazem parte desse seleto grupo e como eles estão intimamente ligados a cultura do design. Cingapura foi o Primeiro colocado e logo em seguida Coreia do Sul. Na sequência são: Suíça, Islândia, Irlanda, Hong Kong, Finlândia, Estados Unidos, Japão e Suécia.
Em nenhum momento da matéria a palavra design foi citada. Será que não seria hora para refletirmos sobre a importância de nossa tão querida profissão nesse contexto?
Não é mera semelhança que tais países figurem entre a lista dos mais inclinados a inovação, pois todos eles possuem uma íntima relação com o design. Alguns historicamente importantes e outros mais recentemente construindo sua história nesse cenário.
Os países Asiáticos estão loucamente investindo em políticas publicas e infraestrutura voltada para o design e toda a economia criativa. Centros de excelência, projetos governamentais, incentivos, educação, etc. O resultado vem aparecendo ano após ano. Vemos um numero crescente de ótimos designers vindo desses países e isso fica absolutamente claro nos concursos e publicações internacionais.
Países como Suécia, Finlândia e Suíça, não precisamos nem comentar. O design faz parte da vida das pessoas desde que nascem…
Qual será o impacto da cultura do design presente nesses países para que figurem neste ranking? Certamente essa relação existe porém não foi estudada. A inovação pelo design mostra-se cada vez mais importante e esses países já sacaram isso.
O Brasil não ficou nem entre os 30 selecionados. Por que será?
Nós vamos bem. Obrigado!

Léo

Sem comentários »

Vendendo conceito

A Champs-Élysées em Paris parece se tornar um salão de automóveis permanente. Me surpreendi com a quantidade de lojas e o movimento que elas geram. Os carros estão expostos, mas o que vendem são os conceitos das marcas traduzidos em seus produtos que variam desde chaveiros, camisetas e bonés - brindes típicos associados ao universo automobilístico - até utilitários domésticos. Os ambientes criados com os carros expostos ( já no mercado ou projetos conceituais) produtos afins e música, atraem os transeuntes que por ali passam e que acabam entrando na loja, nem que seja para tirar uma foto ao lado do seu modelo preferido. Marcas como Peugeot, Renault, Citroen, Mercedes e Toyota já garantiram seus espaços de destaque, não apenas na avenida, como nos álbuns de fotos de viagens de milhares de turistas.

Carros - Carros

Marina Chaccur (design@marinachaccur.com.br)

Sem comentários »

BIOMIMÉTICA

A Biomimética ou Biônica é a área da ciência que estuda as estruturas dos seres vivos (forma, função, composição, dinâmica, inter-relação, etc.) construída ao longo do tempo pela seleção natural [coloco de lado a discussão sobre a provável autoria divina dessas estruturas]. O grande propósito é fazer um benchmarking do design da natureza (do que ela criou e testou por milhões de anos) para aprimorar o que nós criamos artificialmente. Assim como o design, essa área de pesquisa é multi e interdisciplinar e suas descobertas podem afetar todas as outras ciências e áreas da economia. O design que se utiliza dos conhecimentos gerados por essa ciência ou baseia-se no estudo dos seres vivos para orientar suas criações, denomina-se Biodesign.

Um exemplo clássico disso é o Velcro, inventado pelo engenheiro suíço Georges de Mestral, em 1941, depois de analisar as sementes do carrapicho e como elas se agarravam às coisas.

Velcro e carrapicho - Velcro e carrapicho

Outro exemplo mais recente e complexo é o tecido colorido Morfotex, feito de Nylon e Poliéster, pela empresa japonesa Teijin. Seu biodesign baseou-se na borboleta Morfo Azul que possui asas com coloração azulada intensa e metálica, mas que não possui pigmentos dessa cor. O efeito de cor é obtido através das microestruturas da sua asa em forma de canaletas. Essas estruturas possuem vãos da mesma dimensão do comprimento de onda da cor azul. Dessa maneira, quando a luz do sol bate em sua superfície apenas o azul é refletido, enquanto os demais comprimentos de onda (cores) são absorvidos. Além disso, sucessivas ondas da cor azul incidindo sobre essas canaletas fazem com que haja uma interferência construtiva, gerando um aumento na amplitude da onda e conseqüente intensificação do brilho e da cor.

MORFO - MORFO

As tramas do Morfotex simulam essas microestruturas, dando origem a um tecido colorido sem a necessidade de tingimento e cuja coloração nunca se desbota ou altera.

Cândido Azeredo (Nódesign).

17 comentários »

Células tronco e design?

d1011200801 - d1011200801

Se lhe perguntassem como o design poderia ajudar no processo de fabricação em larga escala de células tronco embrionária, o que vc diria? Pode ser uma solução relativamente simples…
Um grupo de pesquisadores do UFRJ achou uma maneira inteligente e puramente de projeto para esse feito. As células tronco embrionárias são cultivadas em um biorreator ( ambiente onde as células recebem os estímulos necessários para sua proliferação). Elas dependem de um substrato ( lugar onde aderir e crescer) que nos processos normais são pequenos tubos com aproximadamente 9 centímetros quadrados de área cada.
A grande sacada desses pesquisadores foi utilizar pequenas esferas de açúcar como substrato em substituição dos tubinhos. Essas esferas dentro do reator aumentam consideravelmente a área disponível para aglutinação das células. A acomodação das mesmas e o total de superfície disponível são maiores. Com esse método, o mesmo custo de produção do processo convencional produz o dobro de células tronco.
Estima-se que serão necessários 1 milhão de células por quilo de peso para futuras terapias com células tronco embrionária. Quanto vale essa descoberta?
Parabéns aos nossos pesquisadores!
Léo

Léo

1 comentário »

A COISA VAI FICAR FEIA!

Quando vi esse anúncio da DuPont, na revista Exame, senti falta de ar. Precisei de alguns segundos para entender a razão. Leiam com atenção:

Ana Blindada2 1 - Ana Blindada2 1

Achei que fosse algum anúncio elaborado e irônico, mas não era. É aterrorizante a maneira afetiva com que anunciaram esse produto. Se a mensagem realmente reflete a ideologia da empresa, e não foi um rompante sádico e isolado do diretor de arte, então, acredito que a DuPont torça pela desestruturação da sociedade. Da mesma maneira, se a maioria dos leitores reagir com indiferença, então o departamento de marketing desta empresa acertou em prever o final dos tempos e esse produto se tornará objeto do desejo.
Cândido Azeredo (Nódesign).

5 comentários »

Próxima Página »