Arquivo da categoria ‘Projetos Nó’
NÓDESIGN É O MAIS NOVO GESTOR DO FÓRUM DE INOVAÇÃO DA FGV
O Nódesign solenizou uma parceria com o Fórum de Inovação da FGV-EAESP, iniciada no ano passado. Tornou-se formalmente, a mais nova empresa gestora desse grupo, juntamente com outras empresas como Banco do Brasil, Suzano, Embrapa, Sebrae e Brasilata.
A missão do Fórum é estimular e viabilizar a investigação, geração, difusão e aplicação de conhecimentos sobre Organizações Inovadoras. Dentre os objetivos do Fórum está o de ser uma ponte entre o mundo acadêmico e o de negócios, unindo teoria e prática. O Nódesign foi convidado a participar desse grupo para, entre outras coisas, expor seu método prático de inovação e colaborar com os projetos de pesquisa nessa área (como o RCID - Rede de Conhecimento em Inovação pelo Design). Também, contribuirá ministrando palestras e participando de debates.
Para Marcos Augusto de Vasconcellos, Coordenador e um dos fundadores do Fórum de Inovação, “a participação no Fórum de uma empresa de design é importante por dois motivos principais. Primeiro, pela diversidade de visão sobre a Inovação e, por conseqüência, a diversidade de setores representados no Fórum. Segundo, cresce a cada dia a percepção de que o Design Thinking e o processo de Inovação estão muito próximos, quase como os dois lados de uma mesma moeda. Os conhecimentos sobre Gestão de Design são, portanto, fundamentais para o desenvolvimento de estudos, metodologias e projetos de inovação, em todos os campos de atividade, sejam empresas, Governo ou Terceiro Setor”.
Essa atuação é mais um reconhecimento da importância do design como ferramenta estratégica de inovação para as empresas. Isto significa que, para se aproveitar melhor todos os seus benefícios, a visão do design deve ser empregada assim que a empresa (de produto ou serviço) percebe a necessidade de criar um diferencial competitivo para aumentar sua lucratividade, faturamento ou valor de marca.
Na opinião de Wilson Nobre begin_of_the_skype_highlighting end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting end_of_the_skype_highlighting, Professor e Pesquisador do Fórum de Inovação da FGV-EAESP, “uma importante competência da disciplina do design, o foco na pessoa humana, deve se tornar a principal estratégia de inovação das empresas modernas para colaborarem com o desenvolvimento sustentável das nações e, portanto, com sua própria permanência no futuro. As empresas do século XXI, com raras exceções, ainda não saíram estruturalmente da era fordista, com foco no produto/serviço e no atendimento exclusivo aos acionistas.”
Um dos último projetos desse grupo foi a premiação “25 empresas mais Inovadoras do Brasil”, realizada em parceria com a Revista Época Negócios, a Fundação Nacional da Qualidade – FNQ e o Great Place to Work – GPTW. A premiação se deu no dia 7 de julho na Fecomércio e pode ser vista na edição de julho da Revista Época Negócios. A metodologia utilizada para avaliar as empresas que se candidataram foi a “Metodologia para Identificação de Organizações Inovadoras do Fórum de Inovação da FGV-EAESP”, trabalho desenvolvido por professores da FGV, nos últimos 10 anos.
A parceria entre o Nódesign e FGV é mais um passo do nosso contínuo esforço para disseminar os enormes e acessíveis benefícios da inovação pelo design.
Abs,
Cândido Azeredo (Nódesign).
DESCONSTRUINDO PARADIGMAS
A matéria “França acrescenta felicidade na conta do PIB”, no jornal Financial Times de 14.09.09, é mais um sintoma de uma mudança silenciosa que vem ocorrendo nos últimos anos. Cada vez mais as pessoas se conscientizam de que as promessas de bem-estar do capitalismo, tal qual vem sendo adotado por mais de 80% dos países no mundo, são em grande parte ilusórias e insustentáveis.
Uma parcela dessas pessoas tem se dedicado a mudar tal realidade. Não se trata de uma nova onda revolucionária que irá derrubar o sistema, mas um movimento de transformação parecido com a ação de células cancerosas, em que cada uma modifica a célula vizinha.
A matéria citada acima fala sobre o trabalho de um desses grupos, dedicados a apontar novos caminhos, a Comissão de Mensuração da Performance Econômica e Progresso Social. Capitaneada por Joseph E. Stiglitz e Amartya Sen, esse grupo de renomados cientistas basicamente tem estudado novos indicadores de desempenho para serem incorporados aos sistemas de contabilidade econômica dos países e que consigam melhor refletir o real estado de desenvolvimento de uma nação. Uma das principais mudanças sugeridas pela Comissão é incorporar ao cálculo do PIB fatores como o bem-estar dos cidadãos e a sustentabilidade da economia e dos recursos naturais de um país. O presidente francês Nicolas Sarkozy, um dos grandes apoiadores dessa Comissão, já declarou que irá incorporar esses fatores no cálculo de desempenho do país.
Um outro grupo dedicado a apontar novos caminhos é o do FIB - Felicidade Interna Bruta, que no Brasil é direcionado pela Dra. Susan Andrews.
Segundo Susan Andrews, “FIB é um indicador sistêmico desenvolvido no Butão, um pequeno país do Himalaia. O conceito nasceu em 1972, elaborado pelo rei butanês Jigme Singya Wangchuck. Desde então, o reino de Butão, com o apoio do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), começou a colocar esse conceito em prática, e atraiu a atenção do resto do mundo com sua nova fórmula para medir o progresso de uma comunidade ou nação. Assim, o cálculo da “riqueza” deve considerar outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade da vida das pessoas.
FIB é baseado na premissa de que o objetivo principal de uma sociedade não deveria ser somente o crescimento econômico, mas a integração do desenvolvimento material com o psicológico, o cultural e o espiritual – sempre em harmonia com a Terra. ”
O Nódesign vem acompanhando esses movimentos e faz parte do grupo de estudos “FIB nas Empresas”, dedicado à aplicação desses conceitos no dia-a-dia das corporações e nas propostas de valor que elas oferecem aos seus consumidores. Nosso esforço está em incorporar tais premissas no processo de inovação pelo design, para que produtos e serviços carreguem essas características no seu DNA e não sejam mais um blábláblá utópico. Não é nada fácil, tampouco imediato, mas valerá a teimosia…
Abs,
Cândido Azeredo (Nódesign).
ÓCIO PRODUTIVO

A World Community Grid é uma organização internacional preocupada em criar a maior rede computacional dedicada à pesquisa científica humanitária. A idéia é simples: voluntários de qualquer lugar do mundo doam o tempo que o seu computador pessoal está ocioso para as pesquisas da WCG. Atualmente algumas de suas pesquisas envolvem a busca da cura de doenças como câncer, AIDS, dengue e gripe. Existem também pesquisas não médicas, como uma que busca aperfeiçoar a tecnologia de painéis fotovoltaicos para energia limpa e outra que desenvolve uma variação de arroz mais resistente e nutritiva.
Para participar o voluntário instala um pequeno programinha em seu computador. Esse programinha se comunicará com os servidores da IBM, que administra toda a infra-estrutura da WCG, e fará com que seu computador ajude essas pesquisas sempre que não estiver sendo usado.
No Brasil, um dos organizadores e incentivadores do projeto é o Fábio Bustamante. Ele criou o Eu Grido como um canal fácil e seguro para que todos participem desse esforço.
O Nódesign aderiu a esse projeto doando tempo ocioso dos seus computadores. Melhorar sustentavelmente o padrão de vida só é possível se agirmos somando forças de forma interconectada, global e altruísta.
Participem!!!
Cândido Azeredo (Nódesign).
26 comentários »CADEADO FASHION - PAPAIZ | NÓDESIGN - linha Adriana Barra
Apesar do estereótipo masculino, existem muitos usos de um cadeado no qual valores associados ao universo feminino são muito mais relevantes.
Este é o caso dos cadeados que nos acompanham no dia-a-dia cuidando dos nossos pertences pessoais e nos ajudando a lidar com o que queremos revelar e guardar do nosso universo íntimo. Neste contexto, um cadeado pode servir para fechar bolsas ou gavetas secretas, assim como prender o decote de um vestido, fechar uma agenda, um diário ou ornamentar um colar. Trata-se de um amplo e instigante universo de novas utilidades.
Utilizando-se de recursos associados ao universo da moda, como elementos decorativos e criação de coleções periódicas, o cadeado Fashion, transmite a leveza dos artigos femininos, quebrando com a rigidez de um cadeado convencional sem abrir mão da segurança. Nele, o usuário tranca seus objetos “colocando um piercing” ao seu redor.
O principal desafio deste projeto foi o desenvolvimento de uma forma para cadeado que utilizasse recursos decorativos mutáveis de maneira a possibilitar o lançamento de coleções periódicas ( essa linha é assinada pela Adriana Barra). Estes recursos têm como objetivo fazer com que os cadeados deixem de ser vistos como objetos meramente funcionais para assumir o status de acessórios de moda.
As capas plásticas recebem as estampas que mudam periodicamente. A moldura de metal pode receber diversos acabamentos superficiais e o “piercing” pode mudar de formato, posição e cor. Todas estas possibilidades de personalização fazem com que este produto seja extremamente versátil, aumentando muito seu apelo comercial como acessório.
Sua proposta estética faz com que o consumidor não veja este objeto como uma peça meramente utilitária, mas também como um acessório de moda, rompendo com o estereótipo de um cadeado convencional e masculino.
A criação de coleções com estampas e acabamentos diferentes permite com que o usuário monte uma coleção. Isso possibilita estender o ciclo de vida do produto, tanto para a empresa (mantendo um produto base por mais tempo em catálogo) quanto para o cliente (que pode colecionar os cadeados).
A transformação da alça do cadeado em um “piercing” transforma a relação do usuário com o produto cadeado, pois, além de trancar os objetos, o cadeado Fashion transforma-se em um ornamento para nossos pertences.
VEJA FOTOS DO LANÇAMENTO-
39 comentários »
FADEC - IHOUSE | NÓDESIGN
Em residências equipadas é comum o uso de sensores que acionam os objetos conforme o morador passa pelos cômodos. No entanto, existem muitas situações onde esta facilidade torna-se um desconforto ainda maior na medida em que ela transforma algo que deveria seria uma opção em uma imposição. Este fato se agrava em residências com vários moradores, pois cada individuo costuma ter um gosto e uma necessidade diferente.
O painel Fadec da IHOUSE surge para solucionar este problema. Ele serve para acionar um aparelho através do reconhecimento facial do morador. Portanto, basta olhar para o painel para que o aparelho cadastrado seja acionado na configuração definida pelo próprio usuário. Desta maneira, diferentes moradores podem acionar os aparelhos em configurações distintas sem sair do lugar. Além disso, para mudar a configuração pessoal do aparelho, basta ajusta-lo na interface LCD touchscreen do painel Fadec.
O principal desafio deste projeto foi permitir o acionamento de produtos localizados em diferentes locais da casa através do reconhecimento facial do usuário.
Para alcançar este objetivo foi necessário desenvolver um produto que possa ser instalado em varias localizações diferentes de uma parede sem que isso comprometa a sua funcionalidade. O recurso utilizado para vencer este objetivo foi o desenvolvimento de uma articulação com amplo ajuste de inclinação. Desta forma, independente da localização do painel na parede é possível ajusta-lo numa posição que seja confortável para o usuário olhar para a câmera que libera o acionamento.
SMART FAUCET - IHOUSE | NÓDESIGN
Usar uma torneira com misturador de água é sempre uma experiência demorada. Toda vez precisamos temperar a quantidade de água fria e de água quente até atingirmos a temperatura e o fluxo ideal, o que demanda tempo, água e energia de aquecimento. Este gasto se agrava em residências com vários moradores, pois cada indivíduo costuma ter uma predileção de temperatura.
Através do reconhecimento facial do morador ela aciona o aquecedor acoplado, que possui controle de vazão, esquentando rapidamente a água até a temperatura e fluxo desejados. Basta olhar para a torneira para que ela seja acionada na configuração definida pelo próprio usuário cadastrado. Desta maneira, diferentes moradores podem acionar a torneira em configurações distintas sem precisar reconfigurá-la ou ficar testando e misturando a quantidade de água fria e quente até chegar na pressão e na temperatura ideais.
Através de uma mini câmera, seu software consegue reconhecer o usuário e suas configurações de temperatura e de intensidade de fluxo de água. Por uma tela LCD touchscreen o usuário pode se cadastrar e configurar a torneira da maneira que preferir.
Um sistema com LEDs, dentro do corpo da torneira, iluminam a água e mostram a variação de temperatura em um degrade luminoso que vai do azul ao vermelho, para as maiores temperaturas.
Sua forma elegante e limpa contribui para humanizar a tecnologia embutida nesse equipamento, deixando aparente apenas as informações fundamentais ao seu uso diário… CONTINUA
VEJA O VIDEO DO PRODUTO EM FUNCIONAMENTO-
1 comentário »Troféu GPR
Caros, de tudo um pouco!!! Por essa razão é tão bacana trabalhar com o que trabalhamos.
Na semana passada estivemos presentes na premiação dos profissionais do Rádio em SP. Esse evento premia os melhores profissionais da publicidade brasileira que desenvolvem propagandas para as rádios do Brasil. Já que o radio é um meio que se transforma, fomos convidados para criar um troféu que materializasse os seus novos paradigmas sem cair nas tão comuns idéias pré concebidas : torres de transmissão, ondas sonoras, sintonizador, etc.
Fizemos o essencial!
O bacana é que o conceito foi além do troféu originando todo o conceito gráfico da premiação.
Parabéns a todos os vencedores!
VEJA O VIDEO COM A EXPLICAÇÃO DO PROJETO ABAIXO –
Abraços
Léo
NÚCLEO DE PESQUISAS NÓDESIGN
Nódesign foi ao Japão para estudar sua cultura contemporânea e como ela poderá influenciar a cultura material brasileira.
Em 1803, recebemos em Florianópolis a primeira visita de japoneses, eram três e ficaram 45 dias. Depois, em 1908, vieram outros 781, mas dessa vez imigrantes. Há décadas, parte da cultura japonesa vem sendo incorporada à cultura brasileira e muitas das suas características já fazem parte do nosso cotidiano. A cultura contemporânea japonesa, principalmente a urbana, virou referência mundial de inovação e já influencia as análises de tendência de mercado.
Apesar de todo o contato e troca, parece-me que o essencial da cultura nipônica permanece hermético. Conseguimos perceber e absorver mais os seus aspectos superficiais, diluídos e exóticos do que a sua estrutura geratriz. Acredito que se compreendêssemos um pouco mais do que está por detrás de tudo isso conseguiríamos melhor aproveitar o que essa cultura tem a nos oferecer.
Dessa constatação nasceu o projeto Essência Nipônica, patrocinado pelo escritório Nódesign, e cujo objetivo geral foi estudar como o Japão contemporâneo poderá influenciar a cultura material brasileira. O projeto incluiu desk research, visitas a exposições, contato com obras de autores japoneses, entrevistas e uma viagem de vinte dias ao Japão (doze dias em Tóquio e oito dias em Quioto).
Gostaria de agradecer, por todo o apoio e contribuição, a algumas pessoas que foram fundamentais para o sucesso desse projeto: Giovanna Barbieri begin_of_the_skype_highlighting end_of_the_skype_highlighting (produtora do GNT Fashion e pesquisadora de tendências); Laura Artigas (jornalista de moda e criadora do Blog Moda Pra Ler); Pablo Yuba (editor no Japão da Editora JBC e blogueiro do Direto de Tokyo); Tatewaki Nio (sociólogo e jornalista correspondente das revistas japonesas Axis e Pen); Akihiro Ito e Oki Sato Nendo (designers japoneses).
Parte desse estudo será disponibilizado em capítulos semanais no nosso Blog.
Espero que gostem,
Cândido Azeredo (Nódesign).













