Design, inovação e outras coisinhas a mais.

BIOMIMÉTICA ALÉM DO HIGH-TECH

RevistaP  gina22baixa - RevistaP  gina22baixa

Em entrevista para a última edição da revista PÁGINA22 da FGV, falei um pouco de como a biomimética ou biônica pode ser utilizada no nosso dia-a-dia de maneira simples. Em seguida, uma parte da matéria, intitulada A invenção das flores:

Todo mundo ganha

A relação na natureza é ganha-ganha. Ganham pássaros e insetos. Ganham plantas. Uma lógica que pode ser aplicada também no dia-a-dia do mundo dos negócios. A biomimética – ou, imitação da natureza na criação de soluções para a sociedade, em áreas diversas – segue além do clássico velcro, inventado com inspiração no modo como as sementes do carrapicho se agarram a objetos.

Cândido Azeredo, sócio da agência Nódesign, aponta para o modelo de protocooperação, ou cooperação, no qual duas ou mais empresas juntam suas experiências no lançamento de determinado produto ou serviço. Por exemplo, a parceria entre Adidas e Goodyear em um tênis com solado melhor para realizar caminhadas. Ou a escova de dente lançada pela Oral B, Duracell, Brown e Walt Disney.

A Disney pode estar interessada em levar às prateleiras das lojas uma escova de dente temática, mas não tem tradição nesse tipo de mercado. Associar-se a outras marcas, como Oral B, é uma boa saída, inclusive, para transmitir maior credibilidade aos clientes ou resolver questões de logística.

A biomimética contribui não apenas para o desenho de objetos, mas para o design de modelos mentais, observando o conceito de campo mórfico. A estrutura não racional que leva um grupo de andorinhas a desviar de obstáculos ou um cardume a escapar do animal que deseja atacá-lo. A maneira como os indivíduos se modificam e relacionam, diante de um estímulo. “Tipo uma rede de bluetooth entre vários cérebros. Serve de referência à criação e gerenciamento de equipes, propondo alternativas para torná-las mais integradas e eficientes”, explica Azeredo.

Ao fazer também análise do ciclo de vida de um produto, a biomimética avalia desde a matéria-prima dele à eficiência energética, passando pelo que acontece no ambiente quando o produto é usado. Existe uma preocupação sustentável, entendendo o modo como o meio e os seres vivos são impactados.

Nessa linha, a Nódesign criou, em parceria com outras empresas, um serviço a ser oferecido para companhias aéreas, o Flight CO2 -. Após cadastro, na hora de fazer o check-in no aeroporto, um passageiro indica se, em seu destino, precisará aproveitar carona ou terá disponível o próprio veículo, no estacionamento. Um sistema cruza as informações de todos que seguem no mesmo voo. Pouco depois, via SMS, informa sobre a disponibilidade dos clientes, com dados sobre consumidores que vão para bairros ou regiões próximas.

Quem estiver interessado em aproveitar ou dar uma carona, pode se encontrar em um ponto determinado, no aeroporto de desembarque. Ali, as pessoas organizam caronas ou se articulam para dividir o táxi. É uma forma de facilitar a vida dos que viajam, ajudar na melhoria do trânsito e reduzir a emissão de gás carbônico. “Cria-se um campo mórfico, expandindo a empatia do público em relação à marca que adota o serviço”, destaca Azeredo.

Cliquem aqui para ver a edição 41 dessa revista e a matéria completa.

Abs,
Cândido.

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Gambiarra até o limite!!!!!!

Alta tecnologia, pesquisas de ultima geração, NASA, MIT, o Super-Homem????? Nada disso. A boa e velha inovação de fundo de quintal, a chamada Gambiarra, será a solução para o vazamento mega de óleo no Golfo do México.
Vi a pouco no jornal a fórmula secreta para retirar o petróleo da superfície do mar. Compre cinqüenta mil meias calças ( aquelas fininhas femininas mesmo), percorra todas as barbearias e pet shops americanas recolhendo pêlos e cabelos, enfie tudo nas meias calças e voilà!!!!!! Agora temos uma super esponja que absorve óleo como nada que já tenha visto!!!!!
E para estancar a hemorragia severa do ouro negro no fundo do oceano????? Adivinhem….
Pegue bastante lixo, misture com muito pneu velho e acrescente pitadas de bolinhas de golfe!!!!! É isso mesmo bolinhas de golfe!!!!! Injete tudo isso no buraco e pronto. Resultado alcançado!
Parece piada esse texto, mas no desespero os americanos estão exatamente agora tentando essa receita. A Gambiarra e o improviso é a mãe de muitas inovações de sucesso. Quem sabe ainda não vemos a 3M lançar a esponja peruca ?????
O lado sombrio disso tudo é imaginar que essa atividade tão vulnerável não possua estratégias e mecanismos sólidos para lidar com tragédias como essa. Fica a dica para a Petrobras nessa era de pré-sal… Até porque meus cabelos eu já perdi e não poderei ajudar caso aconteça alguma coisa…

Abraços
Léo

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A Expo em Shanghai

pavilh  o brsileiro - pavilh  o brsileiro
Foi dada a largada! Nos próximos 6 meses Shanghai espera receber mais de 70 milhões de pessoas.
A queima de fogos da abertura, no dia primeiro de maio, foi maior do que a das Olímpiadas em Beijing.
Como tudo na China, lá vemmm o volume! O pavilhão do Brasil deu o start com uma fila de 2 horas, ontem já eram 3…e uma média de 1200 pessoas por hora, esperando para conhecer um pouco mais do nosso país!
O projeto externo do nosso pavilhão é do arquiteto Fernando Brandão. O espaço não foi construido, mas revestido. A fachada é toda de madeira de reflorestamento. O conteúdo digital interno é da O2 e está de arrepiar. O logo da entrada, é a palavra Brasil entre parêntesis invertidos, o que remete a abertura dos braços do nosso Cristo Redentor.
Para não chover no dia da abertura, a China fez aquela mágica mais uma vez, mandou um bombaredio de pó de pirlimpimpim e abriu um Sol incrível nos 3 primeiros dias. Mas agora, cai o mundo e nem vou me arriscar a tirar fotos. Vou postando mais pra frente, fotos do nosso e de outros pavilhões.
Bom, eu queria falar de moda, mas o mais próximo disso na Expo, são os uniformes das hostess…e sobre eles eu prefiro não comentar!

Giovanna Barbieri (se mudou para China, ainda é cool hunter e apaixonada por moda)

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Nódesign na VOXEL

Fica a dica dessa revista espetacular sobre design! A Voxel apresenta tudo aquilo que gostamos muito de ver. Ousadia, criatividade e muita qualidade em suas matérias. Nessa edição, fomos preseteados com uma entrevista super interessante. Vcs podem conferir a matéria em nosso site através desse link.
Abraços
Lèo

Capa voxel - Capa voxel

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Revolução na limpeza doméstica e no meio ambiente.

0ionator - 0ionator

Não sei quantos de vcs fazem compras de mercado para suas casas, mas eu sofro cada vez que preciso escolher um produto de limpeza. Percebi ao longo do tempo que fidelidade de marca nessa categoria para mim representa apenas comodidade ( pelo fato de não ter que pensar sobre)… Vc compra um uma única vez e acaba comprando sempre, só para não ter que ficar pensando muito frente as diversas variáveis disponíveis na gôndola do supermercado. Conveniência não é fidelidade!!!!!. Afinal, qual produto comprar para limpar a janela, a porta, a pia, o vidro normal, o vido temperado com 2mm de espessura, azulejo rugoso, cera x, cera y, e assim por diante….
Cada empresa diz que descobriu uma fórmula mágica, um novo substrato capaz de fazer milagres… Cada vez mais acho que estamos indo para o caminho errado, sem falar o quanto esses produtos são danosos a nossa saúde ou ao meio ambiente.
Eis que chega um produto que de fato me tornarei fiel!!!!!! Simples, básico, eficaz e multifuncional. Com ele limpo tudo e qualquer coisa de maneira simples – borrifando água!!!!!
Trata-se do Ionator ( não é tabajara), tecnologia utilizada a muito tempo em ambientes hospitalares ou grandes restaurantes. A ionização da água ( comum da torneira mesmo) é capaz de limpar e esterilizar diversos produtos. De fogões a pratos, de teto a chão tudo fica limpo. Assim, não temos mais problemas de intoxicação e tão pouco temos que ter um prateleira com o diversos produtos de limpeza. O produto ( Água) pode estar em contato com alimentos, crianças e animais.
Imaginem quão positivo será impacto de um produto desses no quesito sustentabilidade. Quantos caminhões serão retirados de circulação das ruas entregando produtos de limpeza devido a substituição de tecnologia? O usuário comprará o Spray apenas uma vez e utilizará o mesmo por anos apenas enchendo com água. Qual o impacto por retirar do meio ambiente toneladas de produtos tóxicos ou acidentes mortais evitados com crianças e animais? Quantos milhões de embalagens não serão retiradas do mundo????
Enfim, inovação de primeira!!!!!
Veja o vídeo abaixo para entender bem.
Abraços
Léo

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O fantástico mundo de Shanghai

Lembram dos Jatsons?! Desenho das antigas, criação de Hanna-Barbera nos anos 60, sucesso nos 80 e extinto nos dias de hoje!!?
Bom, tenho a sensação de que eles moram aqui em Shanghai em pleno século 21…
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…mas aquela história de carros voadores, acho que não deu muito certo! Ai acho que eles resolveram voltar no tempo, contactaram os Flinstones, pegaram o projetinho de uma bicicleta e colocaram na mão dos chineses!!! Bom, aí já viu né… =)
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Giovanna Barbieri (se mudou para China, ainda é cool hunter e apaixonada por moda)

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Workshop de Design Thinking na Society for Organizational Learning Brasil

Sexta-feira passada, dei um workshop na Society for Organizational Learning Brasil para passar um pouco do que é operar mentalmente e fisicamente pelo Design Thinking. O objetivo final era estabelecer paralelos entre ele e a Teoria U, já que foram percebidas várias características muito semelhantes. O vídeo a seguir mostra um pouco do que foi vivenciado e apresentado neste dia:

Workshop Design Thinking Nódesign from Cândido Azeredo on Vimeo.

Alguns dias antes do workshop, sugeri aos participantes que assistissem a dois vídeos preparatórios:
O primeiro sobre o Tião Rocha e seu fantástico projeto de aprender/ensinar.
O segundo, é sobre Campos Mórficos e a criação de uma mente expandida pelo coletivo.

Agora, pós evento, recomendo outros dois vídeos para fechar o raciocínio:
Do Tim Brown, sobre a criatividade e o brincar.
E outro sobre pesquisa etnográfica e prototipagem em Design Thinking.

Abraços,
Cândido.

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Nódesign e o Cartão BNDES

Vale sempre a pena reforçar o Cartão BNDES para design. Abaixo a matéria realizada para a RG Móveis. Para ler a matéria na íntegra acessar o site da revista e ir na pagina 154 da edição do mês de março.
Abraços
Léo

rg moveis bndes - rg moveis bndes

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Viagem memorável. Experiência de outro mundo!

Eis aqui uma super viajem de experiência!!!!
Inesquecível, completamente planejada para ser altamente exclusiva, aprimorada por séculos pela cultura chinesa.
Falo sobre esse exclusivo restaurante, o mais remoto do mundo, com uma vista incrível e serviço de primeira. O mais incrível é que não precisa reservar mesa com antecedência. Basta vc chegar para desfrutar as iguarias!
Na verdade o melhor mesmo é que vc nem paga a conta. Dizem que se vc chega até ele a comida é grátis….. Fantástico.
Estamos com reservas abertas para excursão com um grupo limitado de empresários bacanas. Restam apenas 3 vagas com preço promocional de U$4.500,00 ( individual) com passagem aérea inclusa ( trajeto de ida), 3 dias em Dubai ( escala para China), Traslados do aeroporto até o hotel, guia de viagem, refeições, seguro de vida para a família, seguro funeral, vela e missa de sétimo dia.
Interessados liguem para nosso escritório.
Abaixo as fotos desse belíssimo passeio.
Abraços
Léo

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O que é um Campo Mórfico?

Durante a última reunião do SOL iniciei uma interessante conversa sobre Campos Mórficos com minha colega Myriam Cadorin Dutra, Doutoranda em Comunicação e Cultura Organizacionais, professora e consultora de empresas. Depois da reunião nossa conversa encorpou. Em poucas palavras, esse termo descreve como a mente opera de forma expandida (para além dos limites corporais) e empática (em sintonia com outras mentes), criando conexões e trabalhando coletivamente.

Pedi a ela permissão pra tornar público nosso bate-papo, pois sinto que outras pessoas possam curtir, como eu, o seus pontos de vista e suas indicações. Segue texto da Myriam:

“A respeito de campos mórficos, acho que vais gostar de entrar em contato com um dos principais teóricos, Rupert Sheldrake. Dá uma espiada nos artigos dele.

No Brasil há algumas coisas traduzidas. Um livro que gosto muito é “A sensação de estar sendo observado”, publicado pela Cultrix, onde ele explica um pouco a questão da mente expandida e relata uma série de experiências sobre a comunicação por campos mórficos entre animais e seus donos. Também há várias palestras dele na Web. Uma que acho interessante:

Espero que gostes. Eu me apaixonei por esta hipótese teórica, e agora estou buscando compreender aspectos de Neurociências para entendê-la melhor.”

Segue minha resposta:

“Uoou… Myriam, acabei de assistir à palestra que indicou. Entre as inúmeras reflexões que isso deflagrou, gostaria pinçar algumas para entender melhor:

1-Existe no cérebro uma área específica responsável por esse campo mórfico?

2-Seria possível “treinar” ou “sensibilizar” as pessoas de um grupo (empresa, escola, time, família, etc.) para que elas estimulem a criação de campos mórficos?

3-Caso positivo, como podemos “treinar” ou “sensibilizar” as pessoas?

4-Quais as vantagens e desvantagens de um grupo operar em um intenso campo mórfico?

5-Uma pessoa capaz de construir campos com facilidade pode ser considerada uma pessoa mais empática (existe relação entre esses dois conceitos)?”

Respondeu a Myriam:

“Que bom que deu para assistir…..e, sim, é uma coisa mesmo que a gente fica meio zonzo, de tanta coisa que tem para conhecer. Quanto às tuas perguntas, não tenho um conhecimento profundo sobre isso, mas vamos ver se consigo te responder um pouco:

1-Existe no cérebro uma área específica responsável por esse campo mórfico?

Ainda não está muito claro isso. Certo é que a biologia sabe que isso existe entre plantas, entre animais, e, mais recentemente, entre animais e seus donos. Há muitos relatos sobre os campos entre árvores (quando uma espécie desenvolve imunidade contra um fungo, muitas outras também desenvolvem), entre pássaros (eles decidem comportamentos e ações de evolução em segundos, sem assembléias de decisão, sem treinamentos, sem mesa de reuniões e debates acalorados) e entre cachorros e seus donos (porque, acho, aqui o amor é incondicional). Em anexo coloquei um recorte do capítulo do projeto de tese que estou escrevendo sobre isso, e ali tem um resumo de tudo que pude encontrar a respeito. Está num texto acadêmico, então, desculpe as inúmeras citações e o formalismo. Ainda não pude transformar isso num texto mais digerível. Mas aos poucos vou avançando, embora a Academia seja um lugar difícil de se caminhar, porque tudo tem que ser provado com um método. Tem também um vídeo do Dr. Miguel Nicolelis onde ele conta experiências de níveis de realidade entre pacientes que saíram do corpo, etc (mais ou menos depois de uns 25 min do vídeo ele começa a contar isso).

Enfim….tudo está por des-cobrir. Como minha área é Comunicação, mais especificamente Recepção e Produção de Sentidos, meu ponto de vista fica um pouco restrito, e a minha tendência, em função da pesquisa de doutorado, é olhar as teorias por esta via, principalmente.

2-Seria possível “treinar” ou “sensibilizar” as pessoas de um grupo (empresa, escola, time, família, etc.) para que elas estimulem a criação de campos mórficos? 3-Caso positivo, como podemos “treinar” ou “sensibilizar” as pessoas?

Treinar eu não sei ainda….mas sensibilizar tem sido uma grande experiência para mim. Eu hoje acredito que estejamos, todos, sempre, inseridos em campos de ressonância e sofrendo a influência deles em nosso processamento de informações quotidiano, que acabam determinando a forma como vemos o mundo. Se o pensamento é um impulso ou uma onda elétrica, e se ele pode se comunicar com máquinas (como é fato), comandando ações, é certo que também estamos em comunicação com todas as outras coisas vivas do universo. A Cibernética se utiliza muito da transmissão por campos. Como minha crença nisso já é forte, nas consultorias de estratégia, ou nos projetos, ou em sala de aula, em cursos de pós, vou tentando explicitar isso. Claro, sempre com um certo cuidado, porque estas novas teorias derrubam questões muito bem estabelecidas, do tipo “certo X errado” ou “uma-coisa-é-uma-coisa-e-outra coisa-é- outra-coisa”…..rsrsrsrsrsrs. Em Comunicação, por exemplo, muita gente ainda pensa que o Canal é o mais importante no processo, ou que a Emissão (de informações), sendo limpa, garantirá a produção de sentido no Receptor. Esquecem que às vezes há grandes silêncios (nenhuma Emissão, nada no Canal) e há recepção, há produção de sentidos….Em Gestão todos querem ferramentas para aplicar, como se o objeto (ferramenta) fosse a garantia do sucesso…ou seja, o mundo ainda é muito estruturado dentro da idéia de que ele é feito em partes, as quais podemos dominar, usar e abusar, e que as partes juntas fazem o todo, portanto, se dominarmos as partes dominaremos o todo. Mas isso já está bem ultrapassado por outras lógicas de se compreender a realidade. Então, o caminho, para mim, tem sido sensibilizar, mesclando informações de várias ciências e um pouco de vivência prática, onde se evidenciam as teorias. Acho que compreender a dinâmica da nossa natureza é o que vai fazer a grande diferença, porque, daí, não será uma questão de conhecer ou treinar, mas de “ser”.

4-Quais as vantagens e desvantagens de um grupo operar em um intenso campo mórfico?

As vantagens, no campo empresarial, são muitas. Fundamentalmente, grupos que conseguem fazer emergir uma competência coletiva por campos mórficos são muito mais ágeis, inovadores, dão saltos quânticos com facilidade, porque pulam toda a parte da gestão que insiste em dissecar processos, achar culpados, fluxogramar o erro. O entendimento se dá por saltos, e poucas palavras circulam, porque a sinergia e a decodificação são infinitamente mais rápidas de acontecer. Além disso, pessoalmente as pessoas são mais felizes, transitam entre dados e informações com maior segurança, se sentem pertencentes a algo maior, que faz sentido para suas vidas, acreditam nas decisões intuitivas, constroem projetos sem grandes teorizações de planejamentos e concentram a energia no “fazer”. Todos nós já experimentamos isso em alguns momentos, quando, por exemplo, estamos altamente envolvidos em alguma coisa. Sobre as desvantagens…. não sei dizer. Talvez, no âmbito pessoal, quando entramos em campos que nos sugam energia, ao invés de nos dar, ou ficamos atrelados a grupos que nos influenciem negativamente, nos atropelam, ou mesmo nos esfolam….mas sempre temos a opção de cair fora….rsrsrsrs.

5-Uma pessoa capaz de construir campos com facilidade pode ser considerada uma pessoa mais empática (existe relação entre esses dois conceitos)?

Sim, com certeza. A empatia é uma capacidade de sentir como o outro, deslocando-se até ele e produzindo o sentido do que foi comunicado como sendo do outro. No meu entendimento, isso já é metade do caminho. Em teoria há a Lógica do Terceiro Incluído, que explica as interações virtuais, por exemplo, ou a comunicação em redes de cooperação. Em neurociência já há estudos sobre os neurônios espelho, provavelmente os responsáveis por conseguirmos nos deslocar ao universo imaginário ou real do outro . A esse respeito vais gostar de ver a palestra de Ramachandran, da Universidade da Califórnia:

Acho que é assim que vamos formando a cultura, a aprendizagem, evoluindo, interferindo no mundo: pela empatia, que sempre será um ato de afeto, e de amor genuíno pelo outro.

Enfim (ainda estás aí lendo? …rsrsrsrsr) tanta coisa prá gente descobrir e evoluir….

É isso. Espero não ter sido muito cansativa. Nesse assunto, quando a gente puxa um fio, vem logo um emaranhado, e aí a gente vai,vai,vai……

Bjo grande e dá notícias.

Myriam”

Bem… muito obrigado Myriam!!!

Pra quem quiser continuar o papo com ela: myriam@blinkadvisory.com

Abs,
Cândido.

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Crowdsourcing e uma nova revolução econômica.

trefis - trefis

Para quem não conhece, Crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo ou desenvolver novas tecnologias. Pode gerar novas idéias, reduzir o tempo de pesquisa e desenvolvimento dos projetos.
O crowdsourcing comporta a noção de que o universo dos internautas pode fornecer informações mais exatas do que especialistas individuais. A idéia é que o coletivo seja capaz de se auto-corrigir. Se um grande número de pessoas é capaz de corrigir os erros uns dos outros - quer estes sejam por ignorância ou preconceito – os resultados serão no global mais confiáveis do que a resposta de um indivíduo ou de um pequeno grupo. O maior exemplo desse conceito é a própria Wikipedia, que é praticamente tão precisa nas suas definições como uma enciclopédia tradicional e consideravelmente mais fácil de usar.
Sendo assim, o que representa essa ferramenta que descobri na internet – Trefis?

Como entender o mercado de ações? O que esta por traz da composição de valor de cada ação? Quando comprar, qual comprar ou quando vender? Como entender uma empresa para poder fazer seus investimentos? Essas informações sempre foram restritas aos analistas de mercado, através de um mundo complicado e infinito de informações. Às pessoas comuns restava apenas a opinião de poucos especialistas.

Uma nova e fácil ferramenta de modelagem para projetar o retorno financeiro de seus investimentos. É isso!!!!!!! Simplificar o problema em varias partes é uma ótima maneira de vc entender o todo. Alem de simplificar o que esta por de traz de uma empresa para nós meros mortais, ela possibilita vc fazer suas próprias simulações sob diversos aspectos do portfólio de produtos da companhia e melhor ainda compará-la com as “previsões” dos milhares de participantes da rede. Assim como nas redes sociais, podemos seguir pessoas e suas previsões de mercado!!!!!
Se o ditado “ duas cabeças pensam melhor que uma” for realmente verdadeiro, essa é Aaaa ferramenta para começarmos a ganhar dinheiro na Bolsa. Resta apenas ela estar disponível para o IBOVESPA….
Essa matéria é bem ilustrativa sobre a ferramenta - Forbes
Vale a pena acessar e testar a belíssima interface - www.trefis.com
Façam suas apostas no desempenho da APPLE com o lançamento do IPAD. Esse abaixo é o meu!!!!!

Abraços
Léo

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PELES URBANAS

No meu último ano da faculdade fiz um projeto de intervenção plástica chamado “Peles Urbanas”. O objetivo era observar e analisar o processo de “cicatrização” da cidade. Em um muro coberto por cartazes promocionais cortei e arranquei uma amostra dessa cobertura colada, como se fosse um procedimento cirúrgico. Então, pintei a área recortada de vermelho para marcar simbolicamente a “ferida na pele”. Depois, observei durante duas semanas o que ocorreu.

pele urbana - pele urbana

Em uma semana a ferida exposta “naturalmente” se fechou. Outros cartazes foram colados sobre os anteriores e apenas uma depressão, devido à espessura das laterais do corte, ficou como marca.
Os quadrados de pele (foram 4 pedaços de 1x1 metro retirados de diferentes partes da cidade) ficaram dependurados no museu da FAU como se fossem postas de carne espetadas em ganchos na vitrine do açougue. Foi curioso.

Há pouco tempo atrás tivemos um exemplo dessa capacidade regenerativa da cidade. Um comboio de 150 grafiteiros e pichadores “curaram” cerca de um quilômetro de muros dos dois lados da avenida 23 de Maio para protestar contra o “Cinza Kassab” (vai virar nome de escala Pantone!) colorindo e ilustrando novamente esses muros, antes estampados com grafites e pichações, que foram autoritariamente “higienizados” pela prefeitura de Sampa.

muros web - muros web

Algumas dúvidas surgiram de ambas experiências: Quem tem o direito de intervir nessas peles urbanas, seus cidadãos ou o poder público? Ambos? Então, sempre existirá um conflito urbano para que haja um ajustamento de desejos? Esse conflito e troca de pele é saudável e natural? O que aconteceria se cada um de nós colocasse sua marca nessas peles? Como seria a cicatrização?

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Viu, como se faz…

Gio 2 1 - Gio 2 1
Em minhas épocas de Rá-Tim-Bum, amava a sessão de ver como se faziam as coisas. Achava incrível ver aquele repórter que se metia dentro de uma fábrica e no final de uma boa edição de uns 2 minutos, aparecia pronto um mini buggy, um vaso de vidro ou uma chuteira.
Em tempos modernos - e chineses, visitar as fábricas é uma experiência bacana pelo potencial de produção. Acompanhei uma amiga que veio atrás de uma confecção de bermudas por aqui…e depois de horas de pechincha, ela conseguiu o preço que queria, mas por outro lado, sem chance para a variedade de estampas, cores novas e sem um design muito inovador no prazo-milagre estipulado.
2 dias depois, e agora que já estou com pós graduação em bermudas, me deparo com um amigo canadense com uma mega bacana. Chinesa? Não. Americana e customizada por ele mesmo. Ele me apresentou o site www.shortomatic.com. Dá para brincar de designer, colocar uma foto tirada por vc, pirar nas cores e ainda deixar disponível no site para ser vendida e fazer um cacifinho. A cada venda, 5 dólares vai para o “estilista” e mais 5% vai para o Global Green.
Em pleno século 21, o handmade também pode ser virtual.
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Giovanna Barbieri (se mudou para China, ainda é cool hunter e apaixonada por moda)

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Este homenzinho simpático

Dois divertidos textos sobre o Homem Elástico: O primeiro foi uma brincadeira do meu amigo e escritor Antonio Prata que tinha um homem elástico em seu banheiro. Eu sou fã do Antonio e uma vez já fui um pequeno personagem de um texto seu. Quando recebi este seu scrap no orkut (uma coisa bem 2006) fiquei rindo sozinho.

“Alpinista sanitário ganha prêmio de design nas Perdizes. Homem elástico, do designer e náufrago Barão Di Sarno, acaba de ganhar o JR design awards, principal premiação do gênero na rua João Ramalho. Após ser colocado no espelho do banheiro, Alpinista Sanitário segurou sete escovas de dentes, duas pastas (crest, tubão), três tomos de Don Quijote (integral, castellano, capa dura), uma panela de pressão (grande) e um piano (de cauda). Após a colocação do piano, a parede do banheiro veio abaixo, causando transtorno nas proximidades. Perícia do local confirmou, no entanto, que Homem elástico continuava firme com suas ventosas, no que lhe foi outorgado o prêmio.”

Este outro texto foi da jornalista Priscilla Santos para a revista Vida Simples. Um dos melhores textos que já saiu de um produto nosso. Parabéns e obrigado Priscilla.
Como o texto demonstra, de alguma maneira este homenzinho cativa as pessoas e isso talvez seja mais importante que o fato de ele segurar escovas de dente ou o que quer que seja…

reportagem - reportagem

Abs,

BARÃO

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RECADO EM TORAS

Quero muito esse bloquinho!!!!!

wood memo block - wood memo block

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